Conheça um pouco do desabafo e da reflexão de um ser humano, um mortal.

"Nem tudo é maravilha, o único lugar onde tudo poderia ser maravilhoso é o país das maravilhas... mas se lá fosse assim tão ótimo e maravilhoso, Alice não teria voltado de lá." por: neto barbieri'

quinta-feira, 11 de julho de 2013

That Place . . .

Aquele Lugar...


É meu bem, o amor machuca.
Ambos carregamos nossa parcela de culpa.
Nós poderíamos juntos, cavar,
Felizes a cantar, uma cova em algum lugar,
Viveríamos intensamente até aquele dia chegar.
Depois que tudo enfim passar,
Nosso amor será eterno e sobreviverá

E não importa como, foi impossível esquecer,
Sei que de qualquer forma irá voltar,
Não importa quando, nem mesmo o que,
Saberá que sempre teve aqui o seu lugar.

Contei dias, meses e copos,
O espaço vazio ao meu lado,
Na presença da insanidade,
Consegui me salvar calado.
Oh baby! Você estava tão linda naquela noite
Aquela poderia ter sido nossa última dança,
Não a nossa primeira, mas uma boa lembrança.
Querida você se foi tão cedo,
Mal tive tempo de notar,
Seu cheiro no ar, palavras a sussurrar,
Olhos a fechar, no seu ápice daquele luar,
A explosão de estrelas que via chegar,
Fechava sempre com um sorriso no olhar.

E não importa como, foi impossível esquecer,
Sei que de qualquer forma irá voltar,
Não importa quando, nem mesmo o que,
Saberá que sempre teve aqui o seu lugar.

Hoje sento sozinho a pensar,
Cada maravilha, cada lugar,
Onde comigo poderia estar,
Um refúgio pra gente ficar,
Sem se importar,
Com que horas veio ou irá voltar.
Sim querida, o amor machuca,
Mas a vida é para ser vivida,
Conformei-me, mas ainda não desisti,
Pois sei que não importa o quanto você rode,
O circuito sempre termina aqui.

E não importa como, foi impossível esquecer,
Sei que de qualquer forma irá voltar,
Não importa quando, nem mesmo o que,
Saberá que sempre teve aqui o seu lugar.


Por: Neto Barbieri

domingo, 16 de junho de 2013

Ruínas do Tempo . . .


         Sabe quando você para e repensa?
         Infelizmente isso me ocorreu hoje.
         Um emprego legal e que não paga tão mal assim; Uma pessoa que ao contrário do verbo somar, subtrai, faz da sua vida um inferno e tira toda a sua paz de espírito e, somente depois de brigas e insistência sai do teto que você a colocou e arcou com as despesas; Dividir um apartamento gigante no coração da capital paranaense com 3 amigos; Não ter nada que te impeça de ir e vir além dos necessários emprego e dinheiro...
         Tudo isso parece ótimo! Solteiro, ganhando dinheiro e morando bem, o que mais eu posso querer? Tudo.
         Porque habitar um ap. grande no centro de uma cidade maravilhosa como Curitiba, ganhar dinheiro e ser solteiro nunca foi nada perto da pequena casa de fundo em que passou excelentes dias perto dela, trabalhar mal, muito e ganhando pouco... Nada era tão urgente ou importante. Simplesmente não importava.
         De que adianta? Morar bem, ganhar bem, ter um quarto que é do tamanho da sala das casas que morei e uma cama box grande de molas para partilhar a qualquer hora não é suficiente. Falta alguma coisa.
         É nessa maldita hora que você se depara com o império que está construindo e não enxerga nada além de ruínas.
         Todo império tem um imperador e, não como na maioria dos casos, este imperador procura tornar seu império bom e seguro para sua imperadora e um herdeiro. Chegamos ao ponto G.
         Inúmeras princesas, imperadoras, rainhas... mas nenhuma delas é a sua. Aquela com quem você planejou tudo acabou ficando para trás, em um daqueles vilarejos que passou pela caminhada ao local onde você achou apropriado construir seu império. E não há ninguém, nunca existiu ninguém em seu caminho que mudasse isso.
         - Vá buscá-la!
         Disse o ignorante sentimento.
         Não é tão simples assim.
         Hoje ela habita um forte que ela mesma construiu, contente ao lado de um imperador melhor estruturado e influente, independente de tudo o que você um dia, pôde oferecer. Inclusive o seu amor.
         A batalha pela vida é árdua.
         Não se pode meramente abandonar seu império e ir construir outro. O trabalho é seu povo, você precisa dele, da segurança que traz e ainda mais dos frutos que ele rende, afinal, não se pode parar de construir.
         Dilema, paradigma, maldição... O nome realmente não importa, a dor é a mesma.
         Preso e acorrentado é como me sinto depois de tanto lutar pela liberdade, ascensão e segurança que sempre precisei pra tê-la. Tendo construído todo um império que o tempo transformou e ainda transforma em ruínas a cada dia.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Fast Forward To Rewind . . .


                Como um fantasma ela me atormenta.
         A aparição dela nos meus pensamentos e segredos é constante.
         Mais uma vez definir aquela que foi e ainda é a maior fonte de textos desse blog e da maior parte da minha inspiração. Falar dela nunca foi tão difícil, afinal quase todos meus melhores momentos, vitórias e glórias na batalha da vida carnal aconteceram enquanto ela esteve ao meu lado. De alguma maneira ela esteve envolvida ou presente neles.
         Já não mais nos falamos, já não tenho mais notícias dela e da vida que leva por lá, quem sabe por algum outro lugar. A rua, o portão de ferro, a garagem e a porta da sala, a passagem para o quarto dela, a sala de jantar de mesa grande e de vidro que, dava passagem direta pra cozinha, a porta do pequeno corredor onde ficava o varal e a dispensa antes do banheiro. Várias vezes eu saí da sala e fiquei ali, sentado, conversando, de pé, na frente do espelho me incomodando com minhas erupções cutâneas, às vezes simplesmente por estar ali, ouvindo-a tomar banho, mesmo sem vê-la e sem ela saber, várias vezes e por minutos a fio fiquei ali, construindo meu silêncio diante da música que o banho dela insistia em tocar nos meus ouvidos.
         Cada lugar da casa permanece cravejado em minhas memórias. O abraço, o sorriso, o beijo, o calor, a respiração ofegante, o corpo e as frases de amor em cada lugar e momento pronunciadas, dentro e fora da casa, dentro e fora da cidade, dentro e fora do mundo normal. A versão mais impressionante do país das maravilhas, o clímax e o núcleo da vida, dispostos tão facilmente em um mundo que só conseguimos criar juntos.
         Eu gostaria de tê-la apagado pelo menos por um dia desse tudo incompleto de corpo, mente, alma e espírito que sou. Pelos menos por um dia sem ser assombrado por ela e pela vida que ainda persiste em me empurrar no caminho.
         Talvez o único sentimento que descreva a bola de neve que tudo foi e é seja amor. Amor... porque amor? Talvez seja o fato de eu estar diretamente ligado ao pais dela, aos avós e tios, aos almoços de domingo na casa da Dona Adalgiza, das festas de aniversário juntos, das conquistas e derrotas, da aliança feita em apenas um exemplar de um modelo que eu mesmo solicitei produção para ser único. Talvez por tudo.
         Evidente é que ela me habita da mesma forma que um parasita habita um corpo. Está dentro e em cada pedaço e parte de mim, viva. Imperceptível.
         É evidente que neste tempo todo separados, ela tem gerado inúmeros frutos para esta história diferente da árvore da vida que é o blog. Às vezes me ocorre que se ela estivesse junto a mim eu não teria tanta inspiração ou textos para redigir...
         Cada vez que penso dessa forma sou bombardeado com uma tempestade de lembranças e uma enxurrada de informação que me diz: “Foi na presença dela que você teve alguns de seus momentos mais lúcidos e poéticos o suficiente para voltar a escrever poemas, algo que você não faz com frequência a anos.”
         O fato mais cômico seria me perguntar tudo isso, se é realmente o que eu quero ou queria. Seria como perguntar a um mágico ilusionista, como é feito um truque. Ele nunca te responderia.

         Pra quê dar respostas se são apenas das perguntas que eu sobrevivo e preciso para escrever? Defini-la seria como acabar uma história que geraria uma saga eterna de livros.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Olhos-de-mel . . .



         Olhos-de-mel sempre esteve ali, parte ofuscada pelas “cleópatras” que a rodeiam.
         Quieta, quase escondida atrás do balcão. Observadora e atenta aos detalhes, despercebida por trás das lentes escuras dos óculos até que... sorriu.
         Dona de uma boca grande, lábios finos que contornam o desenho de um sorriso divertido, branco, feliz.
         O acaso a colocou na frente de um caminho que eu almejava percorrer, talvez ainda permaneça a programação, mas, por agora resolvo tomar um gole nesse cantinho aconchegante das minhas andanças pelas ruas e avenidas da vida. Um pequeno trago daquele bom e velho conhaque com mel para espantar o frio, com mel. Da mesma cor são seus olhos a desviar quase que imperceptível e raramente dos olhares.
         Outro acaso, uma outra conversa, um cigarro para acalmar os nervos, outro assunto, um bom diálogo, gostos parecidos, nada incômodo e tudo natural.
         Interessante tornou-se Olhos-de-mel quando em meio a toda delicadeza e meiguice mostrou-se fera, talvez não treinada, mas com o mesmo coração forte, espírito guerreiro e bravura. Mesmo um simples e bebê gato faz parte da mesma família dos grandes tigres, eles também têm seu instinto.
         Meu excesso de informação me entregou e eu percebi Olhos-de-mel se afastar um pouco. Mas meu terreno e jardins são limpos. Perceberá que pode voltar.
         Uma flor fora da terra só desabrocha se você quiser e fizer algo para que aconteça.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cought In a Joke . . .




              Engraçado como a vida nos prega peças não!?
         Acho cômico o fato de você levar um tempo pra acertar tudo, pra organizar todas as coisas que a vida constantemente regurgita e te faz engolir, você queira ou não e, quando você põe tudo em ordem e abre um sorriso de satisfação você resolve abrir aquela porta da sua morada mental, que você já havia passado por ela mas não aberto e...? Adivinha, aparece um novo alguém, o emprego precisa mudar, algo novo que não surge de maneira agradável e precisa ser lapidado. Inúmeras as possibilidades. Em uma das noites de brainstorming com meu caro amigo Brunno estávamos falando de possibilidades, na verdade sobre ser 0 ou 80, sobre ser sim ou não, estar ou não inteiramente em algo e fazendo uma matemática simples, entre 0 e 80 são 79 possibilidades. Tratando-se de possibilidades de coisas que você nunca imaginou e mesmo das que imaginou, cada uma dessas 79 possibilidades têm 100% de chance de ser diferente do que você espera, 100 x 79 = 7.900% de chance. A vida é incalculável. Você pode achar que sabe tudo sobre alguém, mas todo mundo esconde algo.
         Pois bem, chega de proliferar idéias revolucionárias e análises psicológicas de cabeças pensantes.
         Estive tentando desenvolver outro assunto para falar, mas minhas idéias sobre tudo já acabaram, menos sobre ela.
         Sabe aquela porta que eu estive falando no texto? Então, eu abri uma porta que eu já conhecida de um dos inacabáveis corredores da mansão que é a minha mente e, descobri um alguém, pra mim um velho alguém, quem eu já havia visto, percebido, me interessado e analisado, nada mais do que isso aconteceu e as coisas pararam por ai. Até que não por coincidência e nem por acaso nos encontramos num dia, horário e lugar onde não era nem pra eu e nem pra ela estarmos.
         Achei estranho demais e como não acredito em coincidências nem acaso resolvi desfrutar da oportunidade que a vida estava me dando, saber realmente sobre ela e como ela era. Horas de conversa, mensagens trocadas, outras horas mais de conversa, um jantar, uma música e uma companhia excelente pra conversar, rir e fugir um pouco do mundo, das pessoas, de nós.
         Conforme a conversa caminhou os assuntos surgiram e eu me espantei quando descobri que ela é “meu eu” de calcinha! Pensei que não, achei interessante e resolvi ir em frente, até que muitas vezes além de pensarmos juntos dizíamos a mesma frase com as mesmas palavras ou mesmo palavras singulares, ao mesmo tempo e ríamos. Então ela me disse: Cara! Isso é muito estranho, você, sou eu de cueca!
         Coincidências? Então explique-me o fato do relógio de pulso, desde criança sempre 6 minutos adiantado. Porque? Pensamos exatamente da mesma forma: Nossa mente já foi acostumada que 5 minutos, são só 5 minutinhos, é pouco tempo, que 7 minutos, são quase 10 minutos e, 10 minutos demora um pouquinho às vezes. Sendo assim nem 5 e nem 7, 6 minutos adiantado. É o que nos salva de chegarmos atrasados no trabalho, do miojo que a gente deixa no fogo e olha no relógio da cozinha da primeira vez, de várias coisas que só nós entendemos.
         É engraçado demais. As horas passaram por nós como um tiro enquanto conversávamos e ríamos, na maioria das vezes porque sou uma pessoa idiota, mas o que há de mal em dizer coisas que façam as pessoas rirem? Rir é saudável, sorrir é um prêmio da vida.
         Eu ainda não sei nada, não deu tempo de descobrir nada. A única coisa em que consigo pensar é num furacão devastando a minha cabeça, levando inúmeras interrogações que se chocam a cada segundo com as paredes da minha morada mental e me deixam louco.
         Mas por outro lado, dos dias em que resolvi ficar mais introspectivo e parei pra pensar sobre mim e sobre a minha vida, descobri que mesmo que acaso e coincidência existissem o destino teria driblado eles para colocá-la no meu caminho.
         Se não era pra ser na cidade, no dia, no ano, no mesmo lugar e na mesma hora, com as mesmas manias loucas que só nós entendemos, que goste das mesmas coisas e discorde das mesmas coisas e que isso tudo e todas as outras qualidades que privo e as que ainda não descobri, um alguém com quem existe perfeita harmonia, onde mais?
         Ouvi dizer que você só encontra o que procura, quando não está procurando e quando menos espera.
         Todas as minhas teorias sobre tudo isso dariam uma bíblia psicológica, eu enlouqueceria escrevendo, se já não está acontecendo.
         Vida, Destino, Lei da Aproximação... Vocês me pregaram uma peça, riram de mim e eu até ri junto, mas agora chegou a hora de explicar o porque da brincadeira.